É durante aquelas noites limpas e calmas, gosto de ficar deslumbrado por um céu bem constelado. Faz-me sentir tão pequeno, mas ao mesmo tempo, tão vivo. Observo tudo como se fosse a primeira vez que vejo algo tão vasto e magnifico. Fico sem palavras e respiro fundo, com um pensamento infinito de pensamentos gigantes e sem fim.
Consigo ficar deslumbrado e a contemplar tudo aquilo, por horas e horas a fio. Tudo aquilo é tão lindo, mas ao mesmo tempo tão solitário, pois sei que mesmo que pareça por vezes que duas estrelas estão juntas, à um espaço em vazio gigante a separar as duas, e como tudo na vida, é apenas uma questão de perspectiva. Tal como nós, as estrelas vivem isoladas umas das outras, pois cada uma delas têm a sua própria vida. Podem existir umas próximas das outras, tal como nós vivemos com pessoas próximas de nós, mas entre elas existe uma escuridão e um vazio que só consegue ser preenchido por algo invisível e muito forte.
O céu enche-se de estrelas de cores diferentes, como se cada uma delas tivesse a sua própria entidade. Tal como nós, não há estrelas iguais, por mais parecidas que sejam, vão sempre ser diferentes. Vivemos num universo concebido de mistérios e enigmas que são impossíveis de decifrar, e por vezes, simplesmente não existe nada para descrever o que se sente, por alguém, ou ao ver-se alguma coisa, e por mais que tente explicar em palavras, elas simplesmente não existem. Gostava de inventar palavras muito fortes para vos explicar o que sinto, mas prefiro deixar-vos sentir também.